Turistas em Roma: o Garbatella (primeira parte)

publicado: terça 13 outubro 2009 por Egle em: Lazio Roma Panoramas Italianos Viagens Costumes e tradiçoes Mistérios de Roma

garbatella-dall-alto

Começamos com um pouco de história. Nada de chato, mas será necessário porque, passeando pelo bairro Garbatella, ela estará sempre presente. Primeiro, o próprio nome. Existem três hipóteses. A primeira, mais científica, se refere a um tipo de plantação das parreiras ‘em garbata’ da fazenda do Monsenhor Alessandro Nicolai (a “Tenuta dei 12 Cancelli” que incluía também a atual Rua delle Sette Chiese).

A segunda é que tenha sido a natureza do local e as construções cuidadas que deram ao lugar o apelido de ‘garbata’ que se refere a uma coisa ou pessoa agradável, fina. A terceira, a mais popular e romântica, é que deriva de uma mulher que trabalhava em um boteco, que em italiano se chamam osteria, tão querida que foi apelidada de Garbata Ostella, que depois virou Garbatella. O verdadeiro nome da mulher era Carlotta. Existe também um chafariz homônimo, na Piazza Ricoldo da Montecroce.

Rebatizada “A fonte dos namorados“, enfeitada com um pequeno busto e mulher. Tem algumas pessoas que o confundem com o de um prédio na praça Geremia Bonomelli.

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Um busto feminino e, embaixo, uma fita com o nome do bairro. São a mesma mulher? Olhando não parece. É só a primeira de várias contradições. No começo, de fato, Garbatella (antes “Concordia”) é uma ‘cidade jardim’, desejada pelo rei em 1920 para permitir a estadia dos operários que chegavam para construir o futuro (e depois abandonado) porto fluvial. São sucessivamente a edificação fascista e os especuladores dos anos ‘70, que tirarão os espaços às pequenas mansões e aos enormes espaços verdes que surgiram em volta à praça Benedetto Brin.

Único baluarte, a Basílica de São Paulo Fora dos Muros: uma construção esplêndida, com um mosaico sobre a fachada externa que cria jogos de luz incríveis no entardecer. O legal é conhecer Garbatella sem seguir caminhos lineares. A melhor coisa é andar de forma circular. Talvez o único ponto de referência a ser considerado seja o Teatro Palladium. Um velho cinema-teatro, na praça Bartolomeo Romano, reestruturado e administrado pela Universidade de Roma Três e pela fundação Romaeuropa. E que oferece uma programação intensa de concertos, festivais e espetáculos teatrais.

Garbatella_Palladium

Em frente, o histórico bar Foschi, principal lugar de encontro da região, onde muitos entre moradores do bairro e não moradores, começam ou terminam o seu dia. O domingo de manhã é o dia e a hora ideal para viver as várias faces deste lugar: a poucos metros tem uma banca onde é possível comprar o jornal, sentar no banco e ouvir as histórias do cotidiano romano. Ao lado do bar Foschi, um dos restaurantes mais gostosos do Garbatella.

Il Ristoro degli Angeli nasceu dos lugares que hospedavam aSecretária Municipal de Consumo e uma mercearia adjacente e oferece um itinerário histórico-gastronômico com o nome “Degustando o Garbatella”: todo sábado às 11:45h começa o aperitivo com um copo de Cannellino no restaurante, e depois começa o passeio. A pé. Começando da praça Brin. Os preços giram em torno de 22/27 euros.

(Continua…)

Foto: Garbaland (o seu blog: um milanês no Garbatella)

Como chegar.
Metro B parada “Garbatella”.
Ônibus: 23 - 271 dia útil - 670 dia útil - 673 - 715 - 716 - 769 dia útil - 770 de segunda a sexta-feira - N2 - N3 - N9


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