
Um cantinho, orgulhoso de Roma, desde os tempos mais antigos. O Rione Monti, de fato, já era um lugar diferente na Idade Média, a tal ponto que os seus moradores falavam um dialeto um pouco diferente daquele falado pelos outros romanos; diferente especialmente do dos trasteverinos (moradores do bairro Trastevere): histórico e acirrados rivais. as dimensões foram reduzidas entre os anos de 1924 e 1936 quando, durante o fascismo, a parte ‘baixa’ do rione foi destruída para dar espaço a rua dos Fori Imperiais. Agora o Rione Monti é um lugar bem protegido entre a rua Nazionale e a rua Cavour, uma rede de becos na qual é possível descobrir uma parte da história da capital italiana.
O centro nervoso do rione é a Piazza Madonna de’ Monti, na rua dei Serpenti. Um ‘pedaço’ arquitetônico esplêndido, vigiado por duas igrejas: a dos Santi Sergio e Bacco -local de culto para os católicos ucranianos- e a de Santa Maria dei Monti (ou Nossa Senhora dos Montes), imponente e que não pode deixar de ser visitada. A geografia de Montes é confusa. Tentaremos propor alguns caminhos, mas vale o mesmo conselho que demos para o birro Garbatella: tentem se ‘perder’. Depois será fácil reencontrar a orientação, e sem dúvida, encontrarão surpresas.

Na praça Madonna dei Monti temos um dos melhores lugares onde fazer uma pausa em qualquer hora do dia. “La Bottega del Caffé” é um lugar onde é possível tomar um café da manhã até o happy hour ou para simplesmente tomar alguma coisa depois do jantar. O clima é informal e relaxante, o atendimento é muito bom. Preços dentro da média (sem esquecer que estamos no centro histórico de Roma). Mas para quem não se importar de comer de uma forma um pouco mais desconfortável, subam na rua dei Serpenti, entrem na “Delizie di Calabria”, e peçam um dos seus lanches (não esqueçam de olhar todos os produtos típicos que estão expostos no local) e voltem para a praça para comer o lanche nos degraus da Fontana dei Catecumeni (Fonte dos Catecumeni). Devorar este almoço admirando a arquitetura da praça de um ponto central é uma emoção. Mesmo ara quem vive em Roma.
As alternativas para o almoço são várias. Além dos restaurantes e pizzarias, tem o Daruma Sushi Bar sempre na praça, Doozo, um ótimo restaurante japonês que organiza eventos, mostras e cursos na rua Palermo, Al 104 na rua Urbana (minimalista, elegante e muito tranquilo) ou a padaria na rua dei Serpenti, onde podem encontrar uma notável senhora Clio: ela mesma, a esposa do presidente italiano Giorgio Napolitano, que mora perto dalí.
Rione Monti: como chegar
Metrô: Linha B - parada “Cavour”
ônibus: C3, 75, 84 e 117
Visualizzazione ingrandita della mappa
Foto | Flickr
Prévia do comentário